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Triglicerídeos altos: quais os riscos para o coração?

O essencial em 30 segundos

  • Os triglicerídeos são um tipo de gordura presente no sangue. O valor desejável é abaixo de 150 mg/dL em jejum ou 175 mg/dL sem jejum.
  • Triglicerídeos elevados podem estar associados a maior risco de infarto e AVC. A partir de 500 mg/dL, também existe preocupação com o risco de pancreatite.
  • Excesso de açúcar, álcool, sobrepeso e sedentarismo estão entre as principais causas. Mudanças na alimentação e nos hábitos de vida ajudam a controlar os valores.
Corte de uma artéria mostrando uma placa de gordura amarela e glóbulos vermelhos

O que são os triglicerídeos?

Os triglicerídeos são gorduras que nosso organismo utiliza como fonte de energia. Eles vêm dos alimentos e também são produzidos pelo fígado.

Quando consumimos mais calorias do que precisamos, parte desse excesso pode ser transformada em triglicerídeos e armazenada no corpo.

No exame de sangue, os triglicerídeos são avaliados junto com o colesterol total, o HDL (colesterol bom) e o LDL (colesterol ruim).

Qual é o valor normal dos triglicerídeos?

Segundo a Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, os valores desejáveis são:

  • Em jejum: abaixo de 150 mg/dL.
  • Sem jejum: abaixo de 175 mg/dL.
  • A partir de 500 mg/dL: valores muito elevados, que também aumentam a preocupação com o risco de pancreatite.

Atualmente, nem sempre é necessário fazer jejum para medir os triglicerídeos. Entretanto, se o resultado sem jejum estiver acima de 440 mg/dL, o médico pode solicitar uma nova coleta após 12 horas de jejum.

Triglicerídeos altos podem causar infarto ou AVC?

Triglicerídeos elevados estão associados a um maior risco de doenças cardiovasculares, incluindo infarto e AVC.

Isso acontece porque as partículas que transportam essas gorduras no sangue podem contribuir para a formação de placas nas artérias, processo conhecido como aterosclerose.

Entretanto, o risco não depende apenas dos triglicerídeos. Também é importante avaliar o colesterol LDL, a pressão arterial, a presença de diabetes, o tabagismo e outros fatores.

Por isso, um resultado alterado deve ser interpretado junto com os demais exames e o histórico de saúde de cada pessoa.

Quais são as principais causas dos triglicerídeos altos?

Entre as causas mais comuns estão:

  • Consumo excessivo de açúcar, doces e refrigerantes.
  • Excesso de pão branco, massas e outros carboidratos refinados.
  • Consumo de bebidas alcoólicas.
  • Sobrepeso e obesidade.
  • Falta de atividade física.
  • Diabetes mal controlado.
  • Predisposição genética.

Algumas doenças, como o hipotireoidismo, e determinados medicamentos também podem elevar os triglicerídeos.

Como baixar os triglicerídeos?

Na maioria dos casos, a mudança de hábitos é uma parte fundamental do tratamento.

Algumas medidas ajudam bastante:

  • Reduzir o açúcar: evitar refrigerantes, doces e bebidas adoçadas.
  • Diminuir o álcool: em alguns casos, pode ser necessário suspender completamente o consumo.
  • Melhorar a alimentação: consumir mais verduras, legumes, frutas e alimentos ricos em fibras.
  • Praticar exercícios: manter uma rotina de atividade física.
  • Controlar o peso: perder alguns quilos, quando necessário, já pode ajudar a reduzir os triglicerídeos.

Essas mudanças também trazem benefícios para o coração e para a saúde em geral.

Quando é necessário tomar medicamentos?

Nem toda pessoa com triglicerídeos elevados precisa tomar remédios.

Quando existe maior risco de infarto ou AVC, o médico pode indicar medicamentos chamados estatinas, que ajudam a controlar o colesterol e a reduzir o risco cardiovascular.

Já quando os triglicerídeos permanecem muito elevados, especialmente a partir de 500 mg/dL, podem ser indicados medicamentos como os fibratos, para ajudar a diminuir o risco de pancreatite.

O tratamento depende dos resultados dos exames e das condições de saúde de cada paciente.

O que fazer se os triglicerídeos estiverem altos?

Se o seu exame mostrou triglicerídeos elevados, não é motivo para desespero, mas o resultado merece atenção.

Na maioria das vezes, é possível melhorar os níveis com mudanças na alimentação, atividade física e, quando necessário, medicamentos.

O mais importante é avaliar a saúde cardiovascular como um todo, e não apenas um número no exame.

Converse com seu médico para entender o resultado e saber quais cuidados são necessários.

Referência: Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025.

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