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Canetas para emagrecimento: o que você precisa saber

  • Foto do escritor: Dr. Salomão Barauna Alcolumbre
    Dr. Salomão Barauna Alcolumbre
  • 8 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Nos últimos anos, as injeções subcutâneas para perda de peso têm ganhado destaque em consultas médicas e discussões sobre o tratamento da obesidade. No entanto, elas são adequadas para todos? E como funcionam exatamente? A seguir, explicamos de forma clara os aspectos dessa alternativa terapêutica, que requer prescrição e acompanhamento médico especializado.



Como essas medicações atuam no organismo


Essas medicações contêm substâncias que mimetizam a ação de hormônios produzidos naturalmente pelo intestino, responsáveis pela regulação do apetite e do gasto energético. Elas atuam no sistema digestivo e no cérebro para aumentar a sensação de saciedade, reduzir a fome entre as refeições e retardar o esvaziamento gástrico.

Na prática, isso resulta em uma ingestão alimentar reduzida sem fome excessiva. O tratamento inicia-se com doses baixas, ajustadas gradualmente conforme a resposta do organismo. O objetivo é uma perda de peso progressiva e segura, evitando debilidade, perda de massa muscular ou deficiências nutricionais.


Benefícios além da perda de peso


Os efeitos vão além da redução estética. Ao diminuir o excesso de gordura corporal, ocorrem melhorias significativas na saúde cardiovascular e metabólica:

  • A pressão arterial tende a diminuir de forma natural

  • redução nos níveis de colesterol e triglicerídeos

  • O controle glicêmico melhora, especialmente em indivíduos com resistência à insulina ou pré-diabetes

  • A inflamação sistêmica diminui, reduzindo o risco de doenças graves como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e diabetes tipo 2

Adicionalmente, muitos pacientes relatam maior disposição, melhora na qualidade do sono e redução de dores articulares. Com a diminuição da sobrecarga, o coração e o fígado funcionam de maneira mais eficiente.


Indicações para o uso desse tratamento


Essas medicações não são recomendadas para quem deseja apenas perder alguns quilos. Elas seguem critérios específicos:

  • Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30, ou

  • IMC superior a 27, associado a comorbidades relacionadas ao excesso de peso, como hipertensão arterial, hipercolesterolemia, pré-diabetes ou apneia obstrutiva do sono

Antes de iniciar, é essencial uma avaliação médica completa, incluindo exames laboratoriais e análise do histórico pessoal e familiar. Essa etapa permite determinar se o tratamento é necessário e seguro.


Contraindicações importantes


Apesar de sua eficácia, essas medicações não são adequadas para todos. Indivíduos com histórico familiar de certos tipos de câncer de tireoide devem evitá-las. O mesmo aplica-se a quem já apresentou pancreatite ou utiliza outros medicamentos que possam interagir com essas substâncias.

Os efeitos colaterais mais comuns incluem náuseas (especialmente nas primeiras semanas), constipação intestinal, desconforto abdominal leve ou diarreia. Geralmente, esses sintomas resolvem-se espontaneamente ou com ajustes na dosagem prescritos pelo médico.


Nenhuma injeção atua isoladamente


É fundamental manter expectativas realistas: essas medicações não substituem hábitos de vida saudáveis. Elas servem como ferramenta auxiliar para o controle do apetite e a manutenção da disciplina, mas o sucesso depende de um conjunto de mudanças.

Os resultados são otimizados quando combinados com uma alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e gerenciamento do estresse. O suporte de um nutricionista e o monitoramento médico contínuo tornam o processo mais eficaz e seguro.


A importância do acompanhamento médico


Essas medicações devem ser utilizadas apenas sob prescrição e supervisão médica. Recomenda-se que o tratamento seja conduzido por um endocrinologista, cardiologista ou médico com experiência no manejo da obesidade.


O profissional avalia a necessidade real, define a dosagem apropriada, monitora efeitos colaterais e acompanha a progressão ao longo do tempo. Esse acompanhamento é essencial para garantir segurança, eficácia e resultados sustentáveis.

Importante: Este conteúdo é meramente informativo e não substitui uma consulta médica. Qualquer medicação para perda de peso deve ser prescrita e monitorada por um profissional de saúde qualificado.


Referências consultadas

  1. National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIH). How Weight-Loss Medicines Work.

  2. Harvard Health Publishing. New medications for weight loss: What to know.

  3. British Heart Foundation. Weight-loss injections explained.

  4. The New England Journal of Medicine. Once-Weekly GLP-1 Receptor Agonist in Adults with Obesity (2021).

  5. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Terapias farmacológicas para obesidade.

  6. Organização Mundial da Saúde (OMS). Obesity and overweight – Fact sheet.

 
 
 

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